Não esqueçam, por favor

Não esqueçam, por favor

NÃO ESQUEÇAM, POR FAVOR: …é possível que HOJE, em algum canto deste país, algum pastor anônimo, que não tem perfil no Facebook, nem no Instagram e nem celular com WhatsApp, tenha cometido suicídio.

É  possível! Ele não participava de grandes eventos, não estava na mídia religiosa, não usa ternos italiano de corte fino, com gravata de seda; não tinha relógio de ouro, nem anel de apóstolo, não usava perfume de grife, e não dirigia um carro importado, e muito menos morava num condomínio de luxo…

Ele era pobre, construiu a igreja com as próprias mãos, e morava aos fundos da mesmo, em um casinha de três cômodos, com a mulher e mais seis filhos…

Era apenas um humano que lidava com as demandas da história da sua humanidade e que assumiu a vocação de ser pastor, e a partir dela, construiu um mundo no qual a sua humanidade foi confrontada…e ele simplesmente não conseguia falar desta humanidade…ele, ao longo do tempo interiorizou um discurso que, por ser pastor, tinha que suportar calado, pois, pastor que é pastor passa na luta só com jejum e oração…

Mas, a história de vida deste desconhecido tinha brechas, fendas, ranhuras, por onde as fantasmáticas parentais entravam, por onde as memórias dos conluios famílias encontraram abrigo, por a ausências de referenciais de apago se metamorfosearam-se em monstros de acusação de Si mesmo como sendo insensível diante da necessidade de falar sobre o amor eterno de Deus…enfim…enfim..

Amados: suicídio não está vinculado à uma condição absoluta de ser “celebridade”, mas ao simples fato de sermos ser-humano.

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