REFLEXÃO SOBRE O SUICÍDIO DE PASTORES.

REFLEXÃO SOBRE O SUICÍDIO DE PASTORES.

Não quero aceitar como natural tudo isso que estamos vivendo nesses dias, tão forte é a dor de ver alguém que lida com a vida de verdade, chegar tão longe, me preocupa saber que ninguém ouviu um gemido se quer, ou que tenham ouvido e não se importaram, não posso admitir tudo isso como natural e de fato não é.

Vejo pessoas desenvolvendo síndromes e transtornos alguns por causa do sistema de coisas; outros, porque simplesmente decidiram provar pra alguém que sua vida teve sucesso, que deu certo na liderança, que seu trabalho flui, que a lavoura do seu ministério floresceu. Vejo pastores levando uma carga insuportável, se achando um super-herói , cumprindo agendas pesadíssimas, subindo e descendo em pontes aéreas se expondo em nome do florescimento do seu ministério. Se esticarmos muito a corda quebra e as consequências podem ser irreversíveis.

ENTÃO OQUE FAZER? Desacelerar… isso mesmo, fazer algo simples, e deixar os neurônios ter folga de coisas complexas, “Não me exercito em grandes assuntos, nem em coisas muito elevadas para mim” já disse o rei Davi uma certa vez. Meus companheiros, a poucos dias resolvi desacelerar, viver um ócio depois de muita correria, e não foram poucos que me perguntaram, “porque parar agora se tá tudo dando certo, não fuja da batalha, Deus vai cobrar…” Pois bem parei e me sinto bem melhor, até que as forças voltem estarei bem aqui, entendendo que não sou super homem, nem que vou conseguir salvar a todos que cruzarem meu caminho, mas de uma coisa precisamos está bem certos, ter paz, uma família pra amar, uma rede pra relaxar, não fará de nós Jonas fujões, e que o fio de prata precisa está rígido, para que ao longo das nossas vidas possamos desempenhar nosso ministério.

Vamos aproveitar e de vez em quando zapear a um amigo e perguntar: ” Vai bem com tua alma?” Então tudo bem.

Pr. Rômel Santos

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