VI – JUSTIFICATIVA DA ARTICULAÇÃO.

VI – JUSTIFICATIVA DA ARTICULAÇÃO.

            A justificativa, quanto a necessidade, de um programa como este se faz por vários motivos. Todavia, vamos nomear apenas alguns, os quais consideramos os mais relevantes. Vejamos:

6.1. Os ministros, mesmo dirigidos e dependentes de Deus, são seres humanos expostos às demandas da vida. Ministros ficam doentes física, espiritual e emocionalmente. E como ficam!  E como seres de linguagem, verbal e não-verbal que somos, a possibilidade de ambivalência na interpretação do discurso de um e do outro é muito grande; a vivência em permanente expectativa quanto a sua vida, o que engloba, o sustento material, o tempo da velhice, um lugar de descanso, casa própria, etc, o ministro fica, assim, exposto quase permanente às mais variadas formas de elementos estressores.

6.2. Os ministros vivem num contexto que demanda uma forte tensão espiritual. Os ministros vivem num contexto de espiritualidade diferenciado, isto é fato (Lucas 10:1-20). Isto faz com que, em função das escolhas que precisam fazer, sobretudo, aqueles que dizem respeito a mudar do seu país, da sua cultura, deixar amigos e familiares, faz desta escolha uma trincheira de batalha extremamente difícil. Por outro lado, no universo comunitário no qual vivemos os históricos de vida, são os mais variados possíveis, contribuindo para que, entre outras coisas, a cosmovisão seja diferenciada, produzindo, às vezes inconscientemente, outras vezes conscientemente, o maceramento do discurso dos líderes, minando a estrutura dos princípios do trabalho missionário, expondo o missionário a mais uma variável estressora.

6.3. A formação de base de cada ministro tem conteúdos diferentes, do ponto de vista cultural, social, psíquico e espiritual. Isto é muito propício para um desencontro no foco, e consequentemente, nos objetivos para com o trabalho desenvolvido, produzindo, muitas vezes, um ambiente de competição. Ora, se um missionário-pastor não é treinado para observar os seus potenciais, e focar a particularidade da sua chamada, ele, sem dúvida, pode ter o foco desviado ao observar o desempenho de outro missionário-pastor, e perceber que o outro está “prosperando” e ele não. Este é um ponto essencial no trabalho missionário-pastor, e percepção do que seja sucesso ou não está intimamente relacionado à forma como o missionário-pastor se situa quanto à sua formação e o projeto missionário-pastoral no qual está envolvido.

6.4. O Evangelho é o do Reino. Na vida cristã, como tudo na vida, quando se pensa em vida comunitária é fundamentalmente importante pensar para o todo. Os interesses pessoais devem ser colocados sob o prisma do coletivo, sem que o individual seja suplantado de forma cruel. O nosso coletivo é o reino de Deus. Todas as nossas ações, no que diz respeito ao evangelho, deve ser, então, o EVANGELHO DO REINO (Mateus 4:23; 9:35; 24:14; Marcos 1:14; Lucas 4:43; 8:1; 16:16). Pode haver diferenças doutrinárias, oriundas da forma de concepção interpretativa, todavia, a essência do evangelho do reino é algo que faz convergir os que crêem em Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Qual a essência do evangelho do reino? Temos: Cristo veio para que todo o que nele crer seja salvo (João 3:16,17).


5.3. Pilares do MEAM <><><><><><>  VII – ESTRUTURA DE FUNCIONAMENTO

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